segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

EU E DR. FREUD !


Tentei fazer análise durante um tempo, mas parei quando percebi que minhas chances de cura eram nulas. Freud teria desanimado comigo e mudado de profissão.
Mesmo assim, foi um tempo proveitoso. Usei parte do aprendizado na composição de algumas teorias que desenvolvi à respeito do mais rentável e cômico ramo da medicina. Quando falo "cômico", é porque ao conversar com o terapeuta, frente a frente, ele de pernas cruzadas e segurando o queixo, fazia com que me sentisse o Louro José sem áudio, ou então vendo filmes de Woody Allen. Volta e meia ainda confundo Woody e Louro. O papagaio é menos genial, é verdade, já Mr. Allen é muito repetitivo.
Meu ceticismo com a psiquiatria, vem de tempos. Convivi durante bom tempo com um familiar portador de "disturbios emocionais", cujo tratamento durou (e ainda dura) anos. Houve progresso. A pessoa está pior!
Escrevi certa vez que "a psiquiatria é aquela especialidade da medicina em que a cura é sempre subjetiva, e que a alta do paciente fatalmente ocorrerá quando o dinheiro acabar". Fui duramente criticado por algumas pessoas que discordaram, mas mesmo assim minha convicção é cada vez maior.
Certa vez, resolvi testar minha teoria. O familiar em questão, já estava há 6 anos "num relacionamento sério" com o terapeuta. Duas consultas semanais, algumas internações, e o complexo de Napoleão ou de Jesus Cristo não desaparecia. Disse então ao Freud tupiniquim que meu dinheiro acabara; que estava falido, e sem condições de arcar com aquele salário mensal que ele recebia. Como resposta ouvi que em alguns casos uma interrupção no tratamento (via consultório), seria benéfico para o paciente, e que sempre que fosse necessário poderíamos ligar a qualquer hora...! Previsível...!
Tudo isso me fez concluir também que no meu caso, a melhor terapia é ter um amor correspondido, dinheiro no bolso, saúde e paz. E isso, só quem pode conseguir sou eu mesmo.
Freud, explica...??

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO MA(CO)RINHEIRO POPEYE


Quem acompanhou meu antigo blog (Pra Ler no Banheiro!), sabe que sempre usei a figura do Popeye no perfil durante um bom tempo.
Há poucos dias atrás, seguindo a onda de colocar personagens que marcaram nossa infância no Facebook, voltei a me encontrar com o velho marinheiro. É óbvio que quando criança, não sabia como ele foi idealizado por seu criador, e via-o apenas como um "super herói" meio atrapalhado, que no final sempre se dava bem, ora conquistando sua Olivia Palito, ora fazendo com que seu inimigo Brutus morresse de inveja. Como desenho animado também é cultura, compartilho com vocês a verdadeira faceta do meu herói.
O criador de Popeye chamava-se Elzie Segar, um cara muito doidão que apesar de inteligentíssimo, vivia chapado dia e noite. Em 1929, ano do nascimento do "saylor man", ainda não existia nos Estados Unidos a maconha, então Mr. Segar "viajava" usando ópio, heroína, morfina, e outras drogas.
Um belo dia, sentado num bar da zona portuária, Elzie Segar encontrou-se com um amigo marinheiro que recém havia chegado da Europa trazendo alguns potes da mais pura "canabis". O cara fumava cachimbo e tinha um olho vazado. Querendo homenagear o amigo que o presenteou com a novidade, o doidão do Segar inventou uma histórinha em quadrinhos onde outro maluco como ele, fumava latas e mais latas de maconha no cachimbo e ficava com uma força e disposição descomunal.
O nome "Popeye", vem de Pop (estourado) e Eye (olho).
As primeiras histórias eram políticamente incorretas. Uma delas chamava-se "Blow Me Down", onde o marinheiro chapado bebia e brigava com todo mundo. Logo após surgiu "Wild Elephinks". Nessa Popeye completamente enlouquecido matava animais na floresta sem dó nem piedade.
Com o tempo, e para amenizar a coisa, já que algumas crianças começaram a se interessar pelo personagem, a maconha foi substituida por espinafre em lata, ainda que a força surgisse sempre que ele espremia o conteúdo que caia diretamente no cachimbo, e em questão de segundos ele virava cambalhotas de alegria e batia no Brutus com vontade.
Dizem que naquela época, espinafre virou sinônimo de maconha entre os adeptos da novidade, e até a "larica" do Popeye era saciada quando ele comia as tortas feitas pela Olivia!
Outra curiosidade daquele tempo é que as crianças passaram a comer espinafre como nunca, pois queriam ser fortes também, e durante um bom tempo esgotaram-se os estoques de latas nos pontos de venda. Para nós, brasileiros, era estranho comer espinafre em lata, coisa comum por lá, ainda assim a molecada daqui também passou a gostar da novidade.
Até algumas frases ditas por Popeye têm quem jure que eram feitas após algumas "cachimbadas", tais como: "Sou o que sou, e isso é tudo o que sou", ou então "Pelas barbas do camarão!". Filosofia, pura...!
Aos 81 anos, o velho marinheiro ainda continua na ativa, fazendo com que Olivia derreta-se de tanto amor por ele. O que ninguém até hoje descobriu, é se essa vitalidade toda é causada pelo espinafre, ou pelo conteúdo da lata que um dia o amigo caolho trouxe do velho continente.
De qualquer forma, e sem preconceito algum, Popeye é e continuará sendo meu ídolo, independente do conteúdo da lata...!
Longa vida à você, Macorinheiro Popeye...!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

TEMPOS TREPIDANTES


Ufaa!! Os tempos andam quentes. Paul McCartney esteve em Porto Alegre. Pena que cancelaram a participação de Kleiton e Kledir. Ia adorar saber que o velho "MACCA" encerraria o show da dupla gaúcha...! Brincadeiras à parte, mas como diz um colega, Paul faz e sempre fará sucesso por ter sido um Beatle.
Sempre preferi as composições e solos de guitarra do George além das atitudes radicais do Lennon, mas como para assisti-los atualmente sómente numa sessão espírita, o jeito foi curtir Sir Paul, já que é o que temos para o momento...!
Os tempos trepidantes oscilam entre mega-shows e a política. Luiz Inácio prepara o pijama (será?) e Dilma o tailleur. No Rio Grande do Sul teremos quatro anos com o Tarso GENRO fazendo do governo a casa da sogra. E a CPMF? Quem diria...! Nem assumiram ainda...! Existem coisas que nunca sei se é sacanagem ou piada.
Li numa revista que o tamanho dos dedos pode ser indicador de produtividade sexual. Ou seja: Dedo grande, tesão enorme! Eu, como diria o outro, o grego, aquele que bebeu cicuta, só sei que nada sei! Em todo o caso, estou satisfeito com o tamanho dos meus dedos.
A vida em tempos midiáticos é assim: um dia tem bizarrice, no outro também. Lady Gaga cometeu gafe diplomática. Eu sempre achei Lady Gaga uma gafe. Jamais diplomática. O Brasil está avançando para trás. Jovens de classe média paulista já combateram a minissaia, as gordas, já humilharam uma universitária, e agora os nordestinos. No Rio Grande do Sul, o esquema é mais tradicional: alguns neonazistas investiram contra negros, as cotas nas universidades e o senador Paulo Paim. A coisa vai de vento em proa...!
Numa reunião de trabalho me perguntaram sobre a influência da Revolução de 1930 (aquela em que alguns gaúchos amarraram os cavalos no obelisco no Rio). Respondi que ela é permanente, e os sinais estão em toda a parte; além do filé à Oswaldo Aranha tem também a fixação da CBF em treinadores de futebol gaúchos, ainda que os problemas continuem.
Já o ENEM, é uma trapalhada atrás da outra. Como observou meu filho, houve "apenas leves equívocos como gabarito invertido, erro de impressão, folha repetida e questão duplicada", sem contar que um repórter "vazou" o tema da redação. Parece que o Ministério da Educação diante de todo esse rolo emitiu nota dizendo: "Enem, estamos aí!". Trocadilho infame e barato. Caro mesmo foi o show do velho Paul!
Eu já sabia que Paul McCartney é vegetariano, mesmo assim esperava encontrá-lo, domingo ao meio-dia numa churrascaria por aqui. Até notei uma mesa reservada, e pensei que era para ele. Ser milionário, famoso e só comer bife de soja, não havia passado pela minha cabeça, depois lembrei de Michel Houellebecq que certa vez filosofou dizendo que um dia a humanidade só comerá bife de soja e ouvirá Beatles. Acho que sempre estive à frente do meu tempo, pois adoro bife de soja e sou fã dos Beatles desde sempre. Graças à eles, e por saber traduzir algumas letras para o português, consegui na juventude namorar uma colega que era o sonho de consumo de toda a faculdade.
Bons tempos! Não tão trepidantes como hoje em dia, mas tudo era um barato.
Caro mesmo foi o show do velho Paul...!

domingo, 31 de outubro de 2010

SER MODERNO...


Por que todo centro comercial precisa se chamar shopping? Por que cachorro agora é Pet? Por que vaca está virando Cow? Por que todo shopping precisa ter nome estrangeiro? Até nome espanhol serve, menos português.
Quero dar algumas dicas: Sempre que, num restaurante, a descrição do prato associar, por exemplo, um produto banal a um adjetivo pouco usado, esqueça. É fria: filé tenro com alface crocante e tomates aveludados. Se houver uma inversão, tenro filé, é pior ainda. Corra. Se a descrição detalhar cada ingrediente, nem sente à mesa: folha de alface, rodela de tomate, fatia de pão francês, etc. A enumeração será longa e muito chata, e o prato minúsculo.
Para quem fica indeciso na hora de escolher, aqui vai uma pista definitiva: o tamanho e o formato do prato. Sempre que o prato (o objeto) individual for o dobro de um normalmente usado em casa e tiver formato de disco voador, quadrado, ovalado, triangular, em losango, desista. A comida é ruim! Um bom restaurante usa pratos redondos e fim de papo.
Pratos quadrados indicam mentalidade marqueteira e falta de substância.
Sei que a escolha do vinho é outro problema. Alguns escolhem pelo preço ou pelo nome. Não deixa de ser um bom critério, mas pode enganar. O tinto chileno Casa Silva, apesar desse sobrenome considerado comum e lembrar um certo Presidente, é quase sempre de excelente qualidade. Eu garanto! Na maior parte das vezes, porém, um bom sinal para evitar um vinho está na sua descrição. Se falar em cor de rubi, é conversa fiada.
Outra coisa que alguns "modernos" adoram, são ambientes com materiais frios e ar-condicionado. Viram como tudo se interliga? Colocam o ar a mil mesmo que no lado de fora esteja nos 18 graus.
Ser moderno é passar frio sem perder a pose. Revela atitude, pegada e, segundo alguns especialistas, potência sexual...! Confesso que tenho minhas dúvidas, pois a modernidade às vezes me escapa.
Um amigo dono de bar me explicou que ambientes modernos evitam cadeiras e bancos. Bacana e jovem mesmo é passar a noite em pé, onde seja impossível sentar-se. Cadeira é coisa de velho. Vimos isso no último debate dos candidatos à Presidência da República. Ambos ficavam caminhando de um lado para o outro parecendo estar com vontade de fazer xixi... E sempre em pé, all the time...!
Essa moda do ar-condicionado a mil chegou nos táxis e em alguns ônibus. Com o uso daquelas películas para escurecer vidros, temos a sensação de andar de ônibus na Suécia. Ouvi dizer que um vândalo em crise de abstinência, arrancou uma daquelas películas com as unhas!
Num restaurante, outra noite de um junho gelado, num espaço marmóreo e envidraçado, as atendentes usavam casacos grossos sobre o avental. O ar-condicionado soltava baforadas de vento frio. Os clientes mais jovens exibiam seus braços tatuados e só faltavam suar. Os velhinhos como eu tremiam de frio. Escolhi o prato e o vinho. O prato (objeto) lembrava um trapézio. Pulei a sobremesa para evitar uma pneumonia...
Quem mandou sair à noite no inverno gaúcho para jantar. E ainda por cima, em local "moderno"...!

sábado, 23 de outubro de 2010

A VOZ


Através da voz, transmitimos confiança, amor, carinho, raiva, e emoções. Podemos ser convincentes, ou não. Podemos ferir alguém, ou deixá-lo apaixonado.
Uma pessoa que exerça liderança, pode por tudo a perder se não tiver uma voz firme, cativante, e ao mesmo tempo doce e confiável.
Apresentadores de televisão, locutores, políticos, e até líderes religiosos são o melhor exemplo disso. As pessoas não confiam em quem fala com timidez ou não passa credibilidade. Os animais também. Um adestrador precisa necessáriamente falar e entender seus "alunos", utilizando um timbre de voz marcante e transmitindo amizade.
Resolvi escrever à respeito, porque detesto minha voz. Não suporto ouvi-la em gravações ou vídeos, e já pensei seriamente em procurar um fonoaudiólogo.
O que me deixa mais confuso, é que algumas pessoas que já me ouviram dizem que ela é "bonita" e "agradável"... Só pode ser para me agradar e não me deixar complexado!
Talvez esteja aí a explicação para eu gostar mais de escrever do que falar. A única ocasião em que prefiro a fala à escrita, é no MSN. Não gosto de "conversar escrevendo", e se a conversa for direcionada para alguma discussão, menos ainda! Nesse caso, pego logo o telefone e solto meus demônios e transmito minha "raiva e emoção", tentando ser "convincente"...!
Duvido que nessas horas quem me escuta do outro lado da linha, ache minha voz "bonita e agradável"...!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

AINDA SOBRE CLARICE...


Recentemente cometi uma heresia ao colocar num post minha opinião sobre Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu.
Recebi por email duas ou tres manifestações raivosas de fãs indignadas com o meu "desrespeito". Coincidentemente, eram mulheres jovens que estavam inconformadas com o fato de eu, um mero blogueiro, ousar tanto ao dizer que não gosto do que ambos escrevem mesmo respeitando os respectivos talentos. Apenas acho-os depressivos demais, mesmo sabendo que externaram em seus livros muito de suas personalidades e do momento que viveram.
Observo tanto em textos nos blogs como no facebook, a admiração que certos jovens têm por Clarice, principalmente as mulheres. Conheço bem os jovens, até porque trabalho com alguns deles todos os dias. Adoro-os pela expontaneidade e pela pressa em viver tudo o mais rápido possível. Já fui jovem e confesso, ainda sou assim também!
Não é verdade que eles não leem jornais. Leem menos, em média do que pessoas mais velhas de certas categorias sociais. Leem principalmente os jornais que seus pais leem ou assinam.
Outro dia, numa palestra em uma montadora de veículos que presto consultoria, perguntei à alguns se conheciam José Simão e Carlos Heitor Cony. Dois conheciam o Macaco Simão, e apenas um conhecia Cony, mas todos sabiam quem era Arnaldo Jabor, afinal ele aparece na televisão. Quando perguntei se já viram filmes de Jabor, o silêncio foi absoluto.
Devemos condenar essa garotada por incultura? Claro que não! Eles têm menos de 30 anos, muito o que aprender, são carinhosos, curiosos, abertos e críticos. E principalmente, querem ser convencidos, ainda que pela Internet ou televisão.
Voltando às fãs (mulheres) jovens e indignadas de Clarice, lembrei que as mulheres mais velhas percebem melhor as sutilezas da ironia. Já passaram da idade de admirar certas publicações "chocantes" e citações "pré-suicídio"; não se deslumbram mais com o besteirol fashion da festinha literária de Paraty, onde um americano babaca, Benjamin Moser despeja um amontoado de clichês sobre Clarice Lispector.
As mulheres mais velhas já não se fascinam com as arqueologias da depressão feitas pela sofrida Clarice, a mais citada nos consultórios psicanalíticos, com suas frases ambíguas e sua melancolia de intelectual sempre insatisfeita. Querem é viver. Querem luz. Uau!!
Mulheres de 20, 30 ou 40 anos que descobrem Clarice Lispector tardiamente, perdem no mínimo uma década fazendo terapia. As mais velhas já superaram tudo isso. São livres. Já se libertaram da admiração infantil pelos casais perfeitos e insossos da televisão. Elas querem pimenta, molho e gosto pronunciado, o gosto do autêntico. Algumas descobrem o mocotó e a paella, outras passam a gostar de funk. São elas que realmente têm pegada, e estão na fase da desconstrução. Já sabem que todos os mitos são falsos!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

HOMENS COM MAIS DE 50...


Um homem com mais de 50 anos de idade defronta-se com questões angustiantes: qual a chance de vir a ter câncer de próstata? Poderá sofrer de disfunção erétil? Hasteará a bandeira a meio pau? Verá o Internacional ser campeão mundial novamente? Suportará o exame de toque uma vez por ano? Ou vai querer que seja trimestral?
Alguns se arrependem de coisas de décadas antes: não ter pego a mão da Lulu na matiné do Cine Imperial só para não perder a cena do duelo, não ter beijado a Aninha na miniboate do Clube, ou ter beijado aquela baranga no carnaval de 1977, ter deixado cair a hóstia na cerimônia da primeira comunhão, ou ainda ter permitido que o Marcão levasse aquele disco dos Beatles e deixado em troca um da Rosemary. Isso sem falar em ter usado calça boca de sino, sapato plataforma e colete de lã.
Após os 50, algum se apavoram. Dizem que é hora de tomar uma decisão e de viver pelo menos uma experiência autêntica definitiva.
Já vi gente trocar de sexo, de ideologia, de partido político, de cabeleireiro, de carro, e até de parceiro por causa disso. Os tempos andam tão vertiginosos que tudo parece possível; até aquilo que nos choca. Por exemplo, um cara com mais de 50 anos trocar de clube de futebol, o Grêmio pelo Inter, o Inter pelo Grêmio. Aí, sejamos francos, já é falta de caráter ou desespero.
Precisamos, contudo, compreender as pessoas. Homens cinquentenários questionam-se sobre coisas inusitadas ou simplórias: devem usar Viagra ou é cedo? Fica bem nessa idade trocar o PP pelo PSol ou é melhor passar pelo PV antes? Usar tênis All Star e blazer não vai parecer coisa de velho babão querendo bancar o jovem? Devem arranjar uma desculpa para caçar naquele local da moda? Sair da Rua Padre Chagas em Porto Alegre para a casa da namorada tem algum significado? Qual?
Outro dia, num grupo de amigos com mais ou menos 50 anos de idade, quis saber qual a pergunta que eles mais faziam para si mesmos. A resposta foi unânime: "ainda vou comer uma gata de parar o trânsito?". Bando de velhos machistas...! Parar o trânsito...! Só essa expressão já mostra a idade que têm!
Depois dessa, encontrei o real significado para sair da Rua Padre Chagas e ir para a casa da minha namorada, que por sinal é de parar o trânsito...!
* Rua Padre Chagas em P.Alegre: Local frequentado por gente bonita e de "parar o trânsito..."

domingo, 19 de setembro de 2010

MULHERES MENTEM?


Juro que eu não sabia! Fiquei arrasado. Sempre fico assim quando leio artigos científicos sobre temas de grande importância cotidiana. Numa semana, o chocolate faz mal. Na outra, salva de muitas doenças. Num artigo o ovo é vilão, em outro é herói. Fico muito confuso com tudo isso...!
O que me deixou mais perdido que filho da p... no Dia dos Pais, é um estudo publicado na Archives of Sexual Behavior. Artigos desconcertantes sempre saem em revistas com nomes em inglês, depois viram matéria na Caras, Veja, Isto É, Contigo e "Mais Você".
O petardo da publicação americana, garante que as mulheres mentem para nós. Eu nunca havia pensado nisso. Diz mais, muito mais, terrivelmente mais: que as mulheres mentem para nós na hora da verdade. Fingem sentir orgasmos. Uauu...!!
Deixem eu tomar fôlego para poder continuar a escrever...!
Sabem todos aqueles gemidos, gritinhos, sussurros e até urros de Tarzan que elas soltam durante o sexo? Tudo fingimento! É pura manobra de incentivo para acabar logo com a coisa; melhorar a autoestima do parceiro, evitando gastos com psicanalistas ou longas "discussões da relação".
As mulheres segundo o estudo, são frias e calculistas quando convém, e às vezes atuam como um técnico de futebol à beira do gramado: "Vamo lá... vai...vai...agora...não para...dribla e entra com bola e tudo...!" Enquanto isso, o parceiro vai se sentindo o craque da rodada e não demora a fazer o gol. Em outras palavras, seria um tipo de ajuda mútua. Ou seja, o "técnico" motiva o "craque", e mantém sua estabilidade no clube!
Parece que quando elas gostam mesmo, aí ficam em silêncio, mudinhas.
Estou desolado...! É todo um imaginário que desaba. Nunca imaginei tamanha insensibilidade.
Aquilo que o cara imagina ser uma reação descontrolada de prazer, uma avalancha de sensações, não é mais do que a voz de comando da dona amestrando seu cão. Isso é uma inversão extraordinária! Quanta relação acabou porque a mulher transava sem soltar um pio. Ela estava adorando e o idiota a dispensou por falta de gemidos e urros.
Os números são mais impressionantes que os da popularidade do Luiz Inácio: 87% das mulheres entrevistadas disseram já ter soltados gritinhos de prazer para manipular o parceiro. É bem verdade que alguns homens também mentem para as mulheres. Alguns mais espertos, fingem acreditar que aqueles sussurros de gata no cio são verdadeiros, e aproveitam a situação como uma "autoajuda". Outros mentem para si mesmos; se achando "o cara", e esquecendo de fazer a sua parte para que elas berrem de verdade!
Por via das dúvidas, se você não mente para si mesmo e ainda assim sua mulher começar a gritar mais que o Felipão na beira do campo, tome providências: mude de técnico...!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

SERES BIZARROS


Como eu sou bizarro, presto atenção em seres bizarros. Ou seja, bizarros diferentes de mim.
Algumas categorias bizarras me chamam sobremaneira a atenção: os leitores de Nietzsche, de Clarice Lispector e de Caio Fernando Abreu, os frequentadores de consultórios de psicanálise, e os adoradores de pés femininos, onde me incluo.
São tres espécies curiosas, uma fauna esquisita, orgulhosa, cheia de si, que se crê superior. Os leitores de Nietzsche podem ser os mesmos de Clarice e de Caio: deslumbrados ou deprimidos. Em geral, ambos. Adoram citar seus mestres, especialmente as citações mais obscuras, o que é bastante fácil de encontrar.
Os adeptos de Nietzsche podem ser ressentidos que denunciam o ressentimento 24 horas por dia. Extremamente excitante...!
Poderia incluir também, os fãs de carteirinha do Padre Fábio de Melo. As poucas vezes que o li, fiquei impressionado com o poder em teorizar sobre o amor, sem vivê-lo na prática, se bem que alguns padres hoje em dia... sei não! Padre "celebridade Global", não faz a minha cabeça.
Os frequentadores deslumbrados de consultórios de psicanálise são os únicos pacientes do mundo felizes com a própria condição de doentes. Quanto mais dura o tratamento, mais eles se sentem privilegiados. Cada vez que o "doutor" avisa que a ideia de cura é muito subjetiva, o paciente exulta. Tem paciente que já chega no consultório com um livro de Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu. Aí o tratamento pode durar a vida inteira, com passagens do psicanalista e do paciente por oficinas literárias, Feira de Paraty, casas noturnas, bares com música de fossa, ou terminar numa sessão de umbanda.
Clarice e Caio eram dois chatos. Chatos sofisticados, adoráveis e com charme. Os textos de ambos são repletos de filosofia pessoal, de intimismo duvidoso e de reflexões sobre o sentido da vida. Releio-os ouvindo Maysa, com um copo de whisky sobre a mesa, e alisando uma gilette no pulso esquerdo!
Os textos de ambos me lembram poesia de adolescente em crise de identidade, ou então aquelas pessoas que parecem saidas de uma paisagem de outono.
Por fim, existem os adoradores de pés femininos, e até já escrevi sobre isso no meu finado blog. Qualquer dia desses, volto ao tema.
Mais bizarro do que tudo isso, só mesmo meu falecido tio Carlos que adorava comer feijão com goiabada... ou o sobrinho dele que ousa falar mal de Clarice e Caio F. na blogosfera...!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

DOCES VAMPIROS


Publiquei este texto há meses atrás, mas logo em seguida deletei-o. Achei-o inconsistente, e não estava plenamente convencido da existência desses seres "adoráveis".
Hoje, não tenho mais dúvidas. Doces Vampiros existem, e quando entram nas nossas vidas, fazem um estrago daqueles!
A forma como se aproximam, é sempre a mesma. São encantadores, mostram-se apaixonados, falam coisas que nos fazem levitar, e em pouco tempo oferecemos nosso pescoço ao menor sorriso ou gesto deles.
Durante algum tempo, somos a presa preferida, pois saciam suas vontades sem dar nada em troca, a não ser promessas e carinhos duvidosos, e por estarmos envolvidos, não percebemos a falsidade deles.
Alguns não querem apenas sangue. Querem mais... sugam nossas energias, e em pouco tempo apoderam-se da nossa alma. São tão convincentes que nos fazem acreditar que temos uma "ligação" eterna com eles, e que somos "almas gêmeas"! Como se vampiro tivesse alma...!
Com o tempo, ficamos exauridos física e mentalmente. Nessa hora, alegam necessidade de voltarem à Transilvânia para encontrarem o "seu eu", e de dentro do castelo, à distância, tentam monitorar nossas vidas para terem a certeza que ao recuperarmos as forças, outro "colega" não vai se aproximar.
Durante nossa recuperação, é claro que ficam de olho em outras prováveis vítimas, pois Doce Vampiro que se preze, não fica muito tempo sem o sangue alheio.
É bom ficar de olho! Não sei se carregar um crucifixo ou uns dentes de alho adianta alguma coisa. O certo é que ao menor sinal de aproximação de alguém adorável, bem falante, e dizendo-se apaixonado, é bom ficar alerta.
Depois de envolvidos, difícilmente conseguimos nos livrar. Em alguns casos a situação é tão séria, que simplesmente ficamos sem forças para sempre, e se não cairmos fora no momento certo, nem um simples texto nos nossos blogs conseguiremos publicar.
Como é bom estar aqui, e poder publicar um texto para vocês...!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

HOMENS OU ESPONJAS


Nunca acreditei no parentesco do homem com o macaco. Pensei muito no assunto antes de escrever, e examinei demoradamente cada uma dessas espécies. A disparidade é enorme, e conclui que o homem não descende do macaco. Seria humilhante demais... para o macaco!
Jamais se viu macaco pedindo autógrafo para duplas sertanejas, ou acreditando que com bolsa família os problemas dos seus semelhantes estarão resolvidos.
Tenho acompanhado alguns estudos científicos e posso garantir para vocês que o homem vai lamentar por não ser parente do macaco. Somos parente da esponja do mar. Alguns humanos são esponjas...
Cientistas australianos descobriram que os humanos compartilham 70% dos seus genes com as esponjas do mar. Parece que as esponjas não estão contentes, e sentiram-se ultrajadas. Entre elas, do que se sabe até agora, nenhuma leu Paulo Coelho nem comprou livros de autoajuda. A atividade cerebral média das esponjas é muito maior que a da maioria dos participantes de um "Big Brother".
É certo que não existem esponja-melancia, esponja-moranguinho ou esponja maria-chuteira. Os cientistas mais otimistas garantem que o processo evolutivo pode garantir para alguns humanos o estágio superior das esponjas. É só uma questão de milênios, o que é nada na escala temporal planetária.
As esponjas são tão mais evoluídas que se reproduzem assexuadamente, salvo as mais assanhadas. Um fragmento de esponja pode se transformar em uma nova esponja, pois elas chegaram muito antes de nós à clonagem.
Há esponjas diferentes entre si, mas elas não se orgulham disso, e nem brigam por isso. O habitat delas é o mar, e não o bar. As esponjas, a exemplo de muitos humanos, são grandes absorventes de detritos. A diferença é que elas não os produzem nem os deixam espalhadaos pelas ruas e praias.
Apesar de solidárias, elas jamais defenderam o socialismo real. Não há notícias de esponjas comunistas nem de um holocausto esponjoso.
Talvez num próximo estudo os cientistas nos tragam mais novidades, o certo é que por enquanto a nação dos macacos ficou muito feliz. Eles sentiram-se aliviados, pois não suportavam mais a comparação.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

TANGO EM PORTO ALEGRE


Há algumas noites atrás, fazia muito frio em Porto Alegre.
Amelita Baltar, a musa de Astor Piazzolla, apresentava-se no Salão de Atos da UFRGS. Estava em casa me preparando para assistir um filme do 007, quando recebi o convite de uma amiga para ir ao show. Pensei...James Bond pode esperar. Amelita, não. O tango vale qualquer sacrifício. Até a geladeira do Salão de Atos. Acho que a calefação foi desligada para economizar. Coisa de locais administrados pelo governo. Tinha vento encanado, e fiquei com medo de pegar uma pneumonia. Parecia circo no Interior, com o vento sibilando por entre os rasgos da velha lona. Da próxima vez, juro que levo um cobertor para cobrir os joelhos.
O show foi nota dez. Amelita nasceu em 1940, e é meio maluquinha. Canta maravilhosamente; tem senso de humor, e mostrou suas longas pernas, saindo de uma fenda do vestido. Ela disse que Piazzolla primeiro se apaixonou pelas pernas, e só depois pela sua voz. Que pernas lindas tem Amelita, quase aos 70 anos! E que voz! Eu quase realizei um sonho: levantar e gritar "bravo, bravo!". Sempre penso em fazer isso quando assisto um grande artista, mas a timidez me impede.
Já falei uma vez que queria saber dançar tango e tocar bandoniôn. Se tocasse esse instrumento maravilhoso, largava tudo, mulher (se tivesse), filhos, cargo no Senado, supersalário no Tribunal de Contas, e me mandava pelos povoados da Argentina, tomando Malbec, lendo Borges, vendo jogos do Boca Juniors em Tvs de pequenos hotéis, até voltar para Porto Alegre, onde tocaria no Cais do Porto em pleno inverno. O frio seria o mesmo que no Salão de Atos.
Amelita interrompeu o show e mandou colocar luz sobre as partituras para que os músicos pudessem ler. Detesto também essa mania do escuro. Há bares, com mesas, onde as pessoas sentam para conversar na escuridão quase total e com música mais alta que mil vuvuzelas zumbindo. Todos gritam e espremem os olhos para se olharem. Dizem que isso cria uma "certa atmosfera"!
Piazzolla, Amelita e seus muchachos. A voz dela tem pegada, e o tango torna-se pura atitude. Aposto que alguns jovens que gostam de "papo-cabeça", foram ver o dismilinguido do Jorge Drexler que também se apresentava por aqui. Esse Jorginho até que não é ruim. Com um pouco mais de esforço, dará um meio Kleiton ou um Kledir.
Amelita me tirou do sério. No final, num arroubo, cheguei a emitir aquele "hu hu" dos fãs em shows. Meio tímido é verdade, mas acho que ninguém viu. Mesmo assim me senti realizado. Aos poucos estou superando minha inibição. A quase setuagenária Amelita continua uma gata.
Só faltou eu abrir uma garrafa de vinho depois da meia noite, em casa, com o ar ligado no máximo e muito tango ao fundo. O resto, obviamente, não posso contar.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

VOLTANDO AO BLOG !


Há quase um mês atrás, resolvi "dar um tempo" por aqui. Queria refletir sobre algumas coisas na minha vida, reciclar outras, ser solidário com um determinado fato, e tentar enxergar o que havia atrás de um alto muro que construí.
Passado esse tempo, não refleti sobre coisa alguma, reciclei menos ainda, vi que nem sempre vale à pena ser solidário, e pude perceber que o tal muro não era tão alto assim.
Peço desculpas pela ausência nos blogs dos amigos, mas prometo retomar as visitas e curtir cada palavra escrita, pois a saudade é grande.
Antes de publicar meu próximo texto, deixo aqui uma frase mandada por uma grande amiga, que por coincidência enviei à ela há tempos atrás.
" A gente ama enquanto pode... esquece quando é preciso... e aprende que só vale a pena lutar por aquilo que valha a pena possuir! "
Um beijo no coração de todos!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

BABYSHOP


Basta ler as seções de ciência e medicina dos jornais ou assistir a certos documentários, para compreender que já começou a passar o tempo em que o máximo que um casal esperando um filho discutia era o nome do pimpolho. Hoje é o mínimo, até porque me contaram que já se pode recorrer a profissionais especializados. O freguês fornece os dados necessários e o especialista consulta fontes que vão da etimologia à numerologia, a fim de determinar o nome a ser dado à criança. Nada desse negócio de santo do dia, homenagem a artista de TV ou chamar o júnior de Djalmotércio, para lembrar os avôs Djalma e Natércio.
Agora e no futuro próximo, com os avanços da genética e das técnicas de manipulação de gametas, ovos e embriões, as discussões serão bem outras. Não duvido que daqui há alguns anos, possa aparecer um Photoshop intrauterino, talvez denominado Babyshop. A ideia seria durante a gestação, ir determinando as feições do bebê, cor do olhinho, cabelos, nariz, etc.
Imaginei um casal diante do computador discutindo:
- Que é que você acha do cabelo, assim encaracoladinho? - pergunta o orgulhoso papai.
- Horrível, diz a mãe, isso não se usa mais!
- Como não se usa mais? Minha filha vai ter cabelo cacheado!
- Cacheado não é encaracolado, deixe de ser burro, você não sabe inglês. Olhe aí na janela do programa: Kinky é bem encaracolado, Curly é que é cacheado. Clique no Curly, dois cliques.
- Não clico em nada. Pensando bem esse programa é pirata, é melhor não mexer nisso, outro dia ele travou e deixou a menina com um olho de cada cor, e nariz de bruxa. Foi um custo para eu deletar. Deixa assim mesmo!
- Cuidado! Ah, meu Deus, o útero está em linha? A placenta está conectada? Que cabo é esse na barriga dela?
- Não esquenta! Esse cabo aí é o da WebCam, para eu mostrar as modificações para a tia Adélia lá em Salvador.
- Ah...!
Inútil discutir sobre se isso tudo é bom ou ruim. Se vai existir ou não. O ser humano sempre viveu querendo controlar aquilo com que se relaciona, inclusive o organismo de sua espécie e sua reprodução. Portanto, devemos estar preparados para o progresso!
No Brasil, considerando-se que somos o povo mais tudo do mundo, isso não constituirá dificuldade. Com um governo "voltado para o social" como o que temos, o filho retocado no Babyshop seria disponibilizado através do SUS.
Claro que em clínicas particulares, o atendimento seria outro, e as felizes mamães sairiam de lá com o perfil exato do belo filhote.
Quem for pelo SUS, além de madrugar para conseguir atendimento, poderá ter surpresas!
A mamãe de classe pobre, que já chega para o Babyshop com o nome escolhido, corre o risco de sair de lá, com o perfil do bebê parecido com uma mistura do Freddy Kruger com Ronaldinho Gaúcho.
E não adianta reclamar, porque o Babyshop do SUS só dá dois megapixels.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A (melhor) IDADE DA LOBA


Balzac escreveu "A Mulher de 30 Anos". Hoje poderia, quem sabe, escrever "A Mulher de 50 Anos". Estou exagerando? Não acho. Talvez até fosse mais adequado falar na mulher de 60. Por que não? A verdade é uma só: as mulheres vivem cada vez mais tempo e melhor.
Preciso dizer isso de outra maneira, mais clara: vivem cada vez mais tempo, mais belas, mais envolventes e mais apaixonadas pela vida. Aproveitam-se da evolução da ciência, das cirurgias plásticas, das novas técnicas de preparação física, dos novos cosméticos, de tudo o que permite cuidar bem do corpo e, principalmente, do bem que faz gostar de viver muito.
O homem é prosaico. As mulheres são poéticas. O homem é diurno. A mulher é noturna.
Felizmente, há homens com alma feminina.
Alguns homens de 50 anos querem ficar no sofá vendo jogo de futebol e bebendo cerveja. Não vêem mais razão para sair, dançar, seduzir e divertirem-se. Aos poucos ficam com a aparência e o cheiro de um lobo-marinho em cima de um rochedo. Com homem é assim: ou sai para caçar ou coloca pantufas e aposenta o rifle. Há os que saem para trair, é verdade. A idade e os hábitos, contudo, os tornam invisíveis.
As mulheres são mais inteligentes, sensíveis, determinadas e interessantes. Leem mais, buscam novidades e apaixonam-se. O homem mediano organiza sua vida em torno de quatro elementos que, depois de levá-lo ao topo, terminam por derrubá-lo: a racionalidade, o utilitarismo, o trabalho e o tempo como valor econômico. Só as mulheres conhecem realmente a importância do supostamente inútil; produzir-se, em vez de só produzir, consumir, em lugar de se consumir, gastar e gastar-se, e buscar o prazer até o fim.
Mulheres maduras vão aos salões de beleza todas as semanas. Sei que, infelizmente, nem todas têm poder aquisitivo para isso. As que podem, cuidam do corpo e sonham com novos amores. Homens maduros sonham em ter uma Copa do Mundo a cada seis meses. As mulheres até sonham com futebol, mas é para ver as pernas do Kaká, do Messi, ou do Cristiano Ronaldo. Homens na maturidade, falam com os amigos sobre negócios e política, para parecerem úteis e racionais. As mulheres encontram coisas mais agradáveis para fazer.
Algumas, mesmo depois dos 70 ou 80 anos de idade, ainda buscam nos bingos comunitários ou clandestinos, o gosto do jogo, do estar-junto, da brincadeira e do risco calculado. Nunca as chamem de vovós. Elas são antes de tudo, mulheres em busca do prazer, coisa que alguns homens com o tempo esqueceram de obter, e principalmente de proporcionar.
As mulheres quando lêem algo, sabem captar o essencial. Os homens querem saber do conteúdo e da ideologia. Elas observam como ninguém a forma, o jogo, a fórmula, as figuras de linguagem, as nuanças e os estilos. Eles, riem feito bobos, mentem uns para os outros contando vantagens, e pedem mais uma cerveja.
Enfim, como é bom ter um corpo masculino com alma feminina...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

UM NEGÓCIO CHAMADO FUTEBOL


A disputa, a luta pela posse da bola, a "garra e a determinação" (como dizem alguns boleiros), e a busca pelo gol, são os melhores produtos apresentados aos torcedores deste fenomenal esporte coletivo chamado futebol.
Nesta Copa do Mundo que está chegando ao fim, serão trazidos para os cofres da FIFA, a soma de 3,2 bilhões de dólares, e ainda que passe despercebido pelos bilhões de telespectadores e torcedores nos estádios, há outra disputa interessante.
Nada é gratuito na África do Sul, e a mais nova geração de câmeras de televisão está mostrando como os caríssimos patrocínios das empresas envolvidas podem ser driblados, apesar das rígidas exigências da FIFA. ADIDAS e NIKE, por exemplo, são concorrentes mundiais em material esportivo, mas a NIKE está levando mais vantagem nesse Mundial, mesmo estando fora do patrocínio.
Quem tem este privilégio é a ADIDAS (Alemanha) que está com a FIFA nas Copas desde 1954 e cujo contrato vai até 2014. É da empresa alemã a mais nova chuteira deste Mundial - a F 50 Adizero e também a bola oficial, a Jabulani. E aí começa a guerra comercial e publicitária entre as duas, e deu para notar que alguns atletas se encarregaram de "desmoralizar" a Jabulani.
O goleiro Julio Cezar e o atacante Luiz Fabiano, patrocinados pela NIKE, criticaram a bola, mas Kaká e Lúcio, com contratos com a ADIDAS, são só elogios...
Outra coincidência(?) são as imagens em câmera lentíssima, onde a NIKE tem o melhor merchandising da Copa. A maioria dos atletas usa chuteiras NIKE e é a logomarca da empresa que mais aparece quando a TV mostra os lances em detalhes dos pés dos craques disputando a Jabulani (sem a logomarca da ADIDAS).
A NIKE também tem faturado muito nas camisetas das seleções, principalmente a brasileira, mesmo sem patrocínio oficial.
A FIFA que controla tudo, até as bebidas vendidas nos estádios, deve ficar furiosa, pois não conseguiu impedir os ataques subliminares da NIKE.
Em 2014, a FIFA praticamente assumirá muitos governos municipais no Brasil. Ela dará ordens e promoverá o arquivamento de leis. Em Porto Alegre, por exemplo, atualmente é proibida a venda de cerveja no interior dos estádios. Na Copa de 2014, a cerveja BUDWEISER, e sómente ela, estará liberada no Estádio Beira-Rio.
Na semana passada, a FIFA pediu ao governo brasileiro para afrouxar e apressar a concessão de vistos de entrada de seus funcionários. Será criado o "visto da Copa", uma permissão a ser emitida por nossos consulados e embaixadas. O visto normal tem um prazo de 60 dias. O especial da Copa será tão rápido como uma "pedalada" do Robinho.
Duvido que exista melhor negócio que investir no futebol.
Bem que meu pai dizia: "Estuda ou aprende a jogar bola, moleque!" .
Optei pela primeira escolha. Bem feito, pra mim...!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

UMA TARDE COM QUINTANA


Tenho dois celulares. Hoje à tarde enquanto eu conversava com alguém num deles, peguei o outro e guardei-o no bolso. Em seguida pus-me a procurar o segundo por todo o apartamento, sem encerrar a ligação. Só depois de algum tempo, me dei conta que ele estava na minha mão direita, e junto ao meu ouvido. Ri sózinho. Coisas da idade...
Esse fato me remeteu à uma tarde cinzenta do outono de 1994. Retornava de uma visita à Faculdade de Engenharia em Porto Alegre, e ia pegar meu carro que estava estacionado numa rua próxima. Ao entrar na tal rua, notei que à minha frente caminhava um senhor idoso segurando uma bengala. Num determinado momento, percebi que ele inclinou-se para a direita como se fosse cair. Apoiou-se numa parede, e fui ao encontro dele tentando ajudá-lo. Segurei-o pelo braço e perguntei se estava sentindo-se mal. Ele respondeu: "Acho que estou enxergando anjos...". Notei que ele estava pálido e suando muito. Ofereci-me para acompanhá-lo, e ele aceitou dizendo que morava próximo.
Dei o braço à ele, e caminhamos mais alguns metros chegando à frente de um hotel. Estranhei por ele morar ali, e quando olhou-me convidando-me para entrar, percebi que era Mário Quintana.
Entramos e ao chegarmos na recepção, ele perguntou meu nome. Apresentei-me, e em seguida ele chamou um funcionário e disse: "Nestor, providencia um chá para Francisco, o anjo salvador!" Sorri e brinquei com ele dizendo que poetas têm inspiração por qualquer coisa. E ele simulando falar baixinho sussurou: "Esse aí, é tão incompetente que não vale uma poesia!".
Admirado com a simpatia e bom humor do poeta, levei-o até ao quarto. Ele insistiu para que eu entrasse e aguardasse o chá. Pediu-me que não reparasse na bagunça do quarto de um "rapaz" solteiro!
Como só havia uma cadeira que foi ocupada por ele, sentei-me na cama. Enquanto ele perguntava sobre minha vida, profissão, família, etc., meus olhos e olfato percorriam aquele ambiente de onde tantas poesias e textos foram escritos, e que ainda encantam tanta gente.
Naquele ano, dezesseis anos mais jovem, ouvi do poeta o seguinte: "Aproveite sua juventude, e tenha histórias para contar mais tarde.". Jamais esqueci aquele conselho, e repito-o sempre às pessoas mais jovens que convivo.
Com grande satisfação, ele mostrou-me uma carta escrita por Bruna Lombardi, sua musa, além de várias fotos de Greta
Garbo, outra de suas paixões. Contou-me sobre sua infância na cidade de Alegrete-RS, e seus primeiros anos em Porto Alegre; suas noitadas com amigos, e o primeiro trabalho "com as letras", como ele dizia.
As horas passaram e nem notei. Estava simplesmente encantado e absorvendo toda aquela simpatia e simplicidade. Disse a ele que não me conformava com o fato dele ter sido preterido em favor de José Sarney na vaga da Academia Brasileira de Letras. Com um sorrisinho maroto ele brincou: "Marimbondos, têm uma ferroada muito forte!".
Levantei-me dizendo que já era tarde, e perguntando se ele estava bem. Ele disse que sim, apenas a memória o traía vez ou outra, pois desde que chegara comigo no hotel, estava procurando a caneta e não sabia onde a deixara. Olhei para ele e perguntei se era a mesma caneta que ele segurava na mão esquerda. Ele arregalou os olhinhos, e soltou uma sonora gargalhada.
Mal sabia ele que anos depois, seu "anjo salvador" estaria à procura de um celular que estava junto do ouvido!
Um mês depois, soube da morte do poeta enquanto viajava do Rio para Brasília. Lembrei daquele tarde inesquecível e ainda tão recente, e chorei durante o voo.
Cada vez que passo na frente da Casa de Cultura Mario Quintana, entro para ver o quarto dele que está exposto lá, e vejo a caneta em cima da mesa. Quando noto aquelas pessoas que vão lá visitar, não resisto e penso comigo: "Eles passarão... O Mario passarinho!".
Quanto ao chá, não cheguei a tomar, pois o Nestor deve ter esquecido.
Certamente ele não valia uma poesia!

terça-feira, 22 de junho de 2010

O ALL STAR... Azul


"Estranho seria se eu não me apaixonasse por você..."
"Estranho é gostar tanto do seu All Star azul..."
Enfim, será que "...aquela conversa que não terminamos ontem, ficou pra hoje?"

video

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ENTRE FLECHAS E PALAVRAS...


Tem um velho provérbio que diz o seguinte: "Três coisas na vida, não voltam jamais: A flecha lançada, a palavra dita, e a oportunidade perdida!"
Dessas três coisas, concordo parcialmente com uma. As demais, discordo totalmente.
Flecha lançada: De fato, uma flecha lançada não volta, salvo algum efeito especial numa filmagem, mas daí não é real! Mesmo assim, ainda que no terreno da ficção ela voltaria.
Palavra dita: Algumas pessoas, falam e escrevem coisas com tamanha convicção, que até o mais incrédulo dos homens passa a acreditar. O poder de convencimento é enorme, e tem a mesma proporção de quando negam tudo o que falaram. Tentam convencer-nos de que não era bem isso que queriam dizer, ou então, "o momento era outro"... Ou seja, palavras voltam, sim.
Oportunidade perdida: Sempre acreditei que algumas oportunidades que perdemos, não eram para acontecer, e certamente outras iguais, ou até melhores surgirão em nossas vidas.
Sendo assim, chego à conclusão que não devemos acreditar em tudo o que nos dizem, e que ao perdermos uma oportunidade, não devemos lamentar, pois algo melhor está por vir.
O problema são as flechadas. Na vida real, elas não voltam...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

NA PRAIA...


Ontem, revendo fotos antigas dos meus tempos de criança na praia, constatei como éramos infelizes. Ninguém, por mais lindo que fosse, conseguia ficar bonito com aqueles trajes.
Com o passar dos anos, acompanhei a evolução do biquini. Teve o "asa delta", "fio dental", e até a inesquecível sunguinha de crochê imortalizada pelo Gabeira!
Lembro de um short de nylon que ganhei de presente; tinha um bolsinho na parte traseira para colocar o pente, e ao entrar na água, ele estufava como um para-quedas. Lindo!!
Acho que é o frio que faz em Porto Alegre, que me trouxe essas lembranças...
Mas, continuando essa interesante análise antropológica sobre trajes de banho, lembrei que durante muitos anos o padrão de mulher "boa" no Brasil foi o tipo violão. Mais anca do que peito. Aos poucos fomos nos enquadrando nos padrões internacionais de beleza, embora persistisse a certeza de que o padrão violão era melhor e os estrangeiros não sabiam o que estavam perdendo.
O tipo longilíneo se impôs e hoje nem entre os travestis, estes guardiões das virtudes femininas em desuso, se encontra o formato antigo. E viva o colonialismo cultural!
A evolução do maiô teve muito a ver com isso. O advento do biquini e da tanga, condenou a coxa larga a adaptar-se ou sair da praia.
A transformação do traje de banho trouxe outros benefícios para a humanidade e seus fundilhos. Ainda peguei o tempo dos calções infantis de pano. Era um horror! Eles ficavam pesados e ásperos quando molhados e cheios de areia, e nos assavam as pernas e a bunda.
Lembro também, que até uma determinada época, os "maillots" eram discretos e feitos em cores sóbrias. Tudo para disfarçar que as moças tinham sexo. Mas a gente sabia que elas tinham, embora não se tivesse bem certeza de como funcionava.
Conclusão: bons tempos, nada!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A AJUDA DO GURU


Eu queria muito escrever um post. Tinha tempo e nenhuma ideia. Fazer o que?
Pensei em rezar para Nossa Senhora da Falta de Inspiração, mas desisti. Inventei então um Guru imaginário, e expliquei minha situação. Ele me ouviu, sorriu paternalmente, lembrou-me que jornalistas as vezes, têm o mesmo problema, e pior, precisam cumprir prazos, o que não era meu caso, mesmo assim sugeriu:
- Escreva sobre isso. Sobre alguém com tempo e sem ideias, e que quer escrever um post no seu blog.
- Mas meu Guru, isto é o que fazem os blogueiros desde que inventaram a internet. Na falta de assunto, escrevem sobre a falta de assunto. Pouco original...
- Ainda bem que você reconhece, meu caro Francisco. Esse truque não funciona mais. Que tipo de post você quer fazer?
- Bem...
- Você quer algo Sério? Humorístico? Profundo? O que você pensou...
- Humorístico.
- Que tipo de humor?
- Quantos tipos há?
- Tem o humor fácil que sempre funciona. Um homem escorregando na casca de banana, por exemplo. O cara escorrega e cai. Não é muito engraçado, mas já é um começo.
- E o que acontece depois?
- Depende do tombo. Você pode desenvolver algo como a casca de banana simbolizando o destino e da fatalidade da morte. Sei lá...!
- E onde está o humor?
- No final a gente inventa uma piada, ou uma frase de efeito.
- Sei não. Casca de banana...
- Você quer uma coisa mais refinada? Escreva diálogos sofisticados. Eles têm uma grande vantagem.
- Qual é?
- Eles enchem mais espaço. O leitor pode ter mais dificuldade em identificar quem está falando, como agora por exemplo, mas o blogueiro sem inspiração realiza seu objetivo principal, que é chegar ao fim do post o mais rápidamente possível.
- Tudo bem, meu Guru. Dá uma dica então.
- Hummm. Deixa ver. Homem chega em casa e pede para a mulher "prepara um drinque para mim e um banho quente para nós dois". Mulher diz: "Acho que você já tomou drinques demais". Homem: "Porque você diz isso, querida?" Mulher: "Porque esta não é a sua casa e eu não sou a sua mulher". Homem: "O banho quente, então, nem pensar?"
- Acho melhor esquecer o humor...
- Sobre o que escrevo, então?
- Sei lá, Francisco...Tenta algo profundo como a Alma, a Bolsa-Família...
- Não adianta. Não consigo!
- Porra! Então escreve qualquer bobagem, mas com uma epígrafe do Shakespeare, Drummond, ou Clarice Lispector. Qualquer coisa fica séria com uma boa epígrafe. E todo mundo faz isso nos blogs!
- Você acha, Guru?
- Vamos fazer o seguinte. Inventa um Guru Imaginário a quem você pede ajuda, e o diálogo entre vocês, passa a ser o post. Pronto.
- Mas isso também é um truque!
- E daí? Funcionou. Você chegou ao fim!
- Mas...Guru, você não tem mais nada para me dizer?
- Tenho sim. Beijãozão pra você Francisco, e não enche mais o saco!

sábado, 22 de maio de 2010

OS ELEMENTOS


Já escrevi à respeito no meu antigo blog, mas assistindo um jornal local na TV, resolvi voltar ao tema.
Sempre achei estranho alguns termos utilizados em algumas profissões. Ser chamado de "paciente" num consultório ou hospital, já é um exemplo. Quem disse que não posso me tornar "impaciente", caso o médico demore a me atender?
E também já fui chamado de "parte" durante uma audiência. Lembro que um funcionário perguntou-me se eu era "parte", e não gostou quando respondi que não, pois estava "inteiro". Claro que entendi a pergunta dele, mas adoro complicar um pouquinho quando algo me irrita.
Mas voltando ao que assisti na TV, um Delegado de Polícia informava que dois "elementos" haviam sido presos naquela manhã, após assaltarem uma joalheria no centro da cidade. Segundo ele, um terceiro "elemento" conseguira fugir, mas foi capturado horas depois, porém sem as jóias roubadas.
Enquanto ele repetia sem parar a façanha policial ao prender os "elementos", fiquei imaginando como seria a mesma notícia no jornal.
Acho que seria algo do tipo:
"Dois elementos chamados Bismuto e Potássio, foram presos após espetacular assalto. Um terceiro elemento de nome Plutônio que aguardava no carro, foi pego pela polícia horas depois."
Assim como chamar alguém de "paciente" ou "parte", tratar uma pessoa por "elemento", para mim é no mínimo estranho, pois sempre lembro das minhas aulas de química onde tinha que decorar a Tabela Periódica.
Se bem que no caso do Delegado, ele referia-se à "maus elementos"!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

MEU AMIGO HEITOR


Sempre acreditei que as verdadeiras amizades, acontecem por acaso, e não necessariamente quando somos apresentados à alguém.
Digo isto porque nesta semana conheci alguém especial, e logo nos tornamos amigos.
No início da noite de segunda feira, ouvi um ruído no terraço do meu apartamento. Fui ver o que era e me deparei com um gato. Nos olhamos por alguns segundos - ele curvou o corpo e soltou um forte miado. Como não lato nem mio, disse "Olá!", e tentei me aproximar.
Como bom anfitrião, e na falta de algo comestível para felinos, ofereci-lhe o tradicional pratinho com leite. Enquanto ele bebia, aparentando estar com fome, fiquei imaginando como ele teria chegado até o terraço.
Moro em andar relativamente alto, sem prédios ao lado, e a única hipótese para ele chegar, seria através de uma enorme árvore localizada no jardim do prédio - assim mesmo, o salto que ele teria dado, seria digno de medalha em olimpíada. Mas, gato é gato!
Após um afago no pêlo e pescoço, fui atender o telefone. Na volta ele havia sumido. Olhei em volta, e nem sinal do danado.
Na noite seguinte, mais ou menos no mesmo horário, lá estava ele outra vez. Sem cerimônia, entrou na parte interna do terraço e acomodou-se no chão, provávelmente à espera de comida.
Durante o dia, já havia perguntado para porteiros e vizinhos se alguém havia perdido um gato, pois a aparência dele, era de um bichano bem tratado. Diante da negativa de todos, e com a nova visita inesperada dele, quis recepcioná-lo à altura.
Fui no supermercado mais próximo para comprar algo para ele comer. Fiquei impessionado com a variedade de rações existentes, e mais impressionado ainda com a criatividade dos meus colegas marqueteiros! Os nomes das rações, são incríveis! Comprei "Sensações Marinhas" e "Delícias do Mar". Achei que com um cardápio assim, o gato teria que ser servido com porcelana inglesa, toalha de linho, copo de cristal, e som de violinos.
Ah... comprei "Pipicat" também, pois gato educado tem sua caixinha com areia.
Notei que ele aprovou o menu, e durante a refeição, resolvi batizá-lo com o nome de Heitor. Sei lá porque, mas ele tem muita cara de Heitor...!
Resumindo a ópera, até porque isso aqui está ficando muito longo, meu amigo Heitor tem vindo todos os dias, e mais... dormiu aqui na noite anterior, e também aprovou a almofada que lhe ofereci.
Hoje (sexta-feira), ele foi embora perto do meio dia, e voltou agora há pouco. Enquanto escrevo este post, ele está aqui deitado no meu colo, me olhando de vez em quando e reclamando seu jantar com "Sensações Marinhas".
Não vejo a hora de descobrir como ele entra na minha casa. Ou trata-se de uma gato voador, ou então tem cópia da chave, e eu não sei. Só pode.
De qualquer forma, seja bem vindo à minha vida, meu amigo Heitor.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

MEME DO MARCOS

Recebi com enorme alegria a indicação do Marcos - http://meu-pitaco.blogspot.com/ -para responder em 6 ítens, algo sobre a minha vida.

É minha primeira vez, e confesso que há bem pouco tempo atrás, nem imaginava o que era "meme"! A única Meme que conheci, foi minha amiga Melissa, que hoje mora no Canadá...rsrs

Sempre achei que falar de si mesmo, é algo meio narcisista, mas vamos lá.

Para tudo na vida tem uma primeira vez.

1) Nasci em Porto Alegre e morei no Rio e Brasília em duas ocasiões, em função do trabalho que exercia na época. Com excessão do primeiro emprego (aos 15 anos), sempre fui ligado à area da comunicação. Coincidentemente, fui casado com uma jornalista, e tenho dois filhos publicitários. Adoro o meu trabalho, mesmo questionando algumas posições da mídia e do mundo da propaganda.

2) Tenho vários defeitos. Não sei ouvir "não"; para mim não é sempre talvez, e mesmo que tenha que esperar 50 anos, fico com a esperança de tranformá-lo num "sim". Sou irônico e sarcástico em algumas ocasiões, principalmente quando a vontade é de mandar alguém à PQP, mas o momento e a educação não permitem.

3) Quando gosto de uma pessoa, sou amigo até no inferno. Detesto gente interesseira e falsa.

4) Tenho algumas manias (ou TOC talvez...), entre elas dar uma volta completa no carro antes de entrar; conversar comigo em voz alta, guardar objetos que me trazem boas recordações, e sentar sempre à mesma mesa num restaurante; se estiver vaga, é claro. Caso contrário, vou embora.

5) Gosto de conviver com pessoas inteligentes e bem humoradas. Detesto gente baixo astral, e muito menos quem se acha dono da verdade.

6) Tenho um sonho que não posso revelar, mas posso garantir que a vontade de torná-lo realidade, é maior que tudo!

É isso...! Não doeu nada.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O CORCEL COR DE MEL


No meio da tarde, minha filha liga direto do Rio aos berros: "Paiêê!!! Ganhei um carro da Ford numa rifa!!!".
A alegria dela era contagiante; pedi que se acalmasse e contasse direito a história. Fiquei feliz também, pois durante toda minha vida, nunca ganhei nem um chocolate em sorteio.
Mais calma, me contou que alguém da produtora de vídeo onde ela trabalha, resolveu rifar um carro, e ela comprou vários números da tal rifa, consequentemente as chances seriam, como foram, maiores.
Ela ainda não tinha visto o tal carro, e o receberia no final da tarde, onde uma comemoração com os colegas seria realizada.
Desligou o telefone, e nem ouviu direito os meus parabéns, e muito menos quando perguntei qual o modelo do carro. É claro que não imaginei nenhum Ford Focus, muito menos um Fusion, mas talvez um Fiesta, ou quem sabe um Ka.
Pensei em orientá-la a fazer a transferência de nome, e perguntar se ela o usaria em São Paulo, onde reside, mas não deu tempo.
Há pouco, ela ligou e disse que recebeu o carro, mas que era uma brincadeira da turma, pois a "máquina" era um Ford Corcel 1974, meio detonado, faltando uma roda, e com a caixa de câmbio quebrada. Mas era um Ford...! E mais... na festa de entrega, teve que fazer um juramento público dizendo que jamais se separaria da relíquia.
Na foto acima, ela está à bordo da maravilha, devidamente "algemada" na porta.
Ri muito, e sugeri que ela andasse nas ruas de São Paulo com aquela coisa. Meu sorriso sumiu quando ela disse estar pensando em mandar o carro para Porto Alegre, para que eu desse os devidos cuidados.
Sugeri então que ela doasse ao primeiro mendigo, para que esse tivesse "um lar" para morar, ou então ateasse fogo, mas fui lembrado do juramento, e como ela não teria como "cuidar" do moribundo, a tarefa seria transferida para mim. E ainda teve a cara de pau de dizer que lembrou do paizinho que ama carros antigos!
Não bastasse os problemas do dia a dia, agora terei mais um abacaxi para descascar.
Enquanto estou aqui pensando no que fazer, a festa comemorativa rola solta por lá.
Ah...filhos!!!
Depois não sabem porque eu surto!

terça-feira, 4 de maio de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

MACAQUICES RODRIGUIANAS


Noite dessas, após percorrer todos os canais da Net à procura de algo interessante, acabei assistindo um documentário no "Animal Planet".
Era sobre uma espécie de macacos que vivem em pequenas ilhas, muito próximas entre elas, mas como detestam água, eles não se visitam nunca, ainda que sejam da mesma família.
No início achei meio chato, pois aquela voz monocórdia falando sobre os hábitos dos primatas, já estava me dando sono, até que ficou interessante, e comecei a fazer uma analogia sobre tais hábitos com algumas atitudes dos humanos.
Numa dessas ilhas, mora o "macho alfa"; todo poderoso chefão da turma. É o mais velho de todos, e portanto também é temido e respeitado.
Mesmo com as prerrogativas que o cargo lhe confere, e podendo transar com todas as macacas do lugar, ele só tem olhos para uma macaquinha bem mais jovem.
Era comovente ver os carinhos e afagos que ele dispensava à ela. A recíproca não era verdadeira, e logo percebi o que rolava por lá.
Na ilha ao lado, poucos metros distante, tinha um macaco jovem, muito safado. Ele mantinha alguns códigos secretos com a preferida do chefão, e quando este descuidava, ela diferente dos demais, pulava na água e ia se encontrar com o garotão. Enquanto transavam aos gritos e sussurros na frente de todos, o velho Big-Boss pulava, esbravejava e batia em tudo o que visse pela frente, mas entrar na água nem pensar, e o macaco abusado olhava para ele e dava risadas. Nunca vi tamanha sacanagem...!
Fiquei curioso com o que aconteceria depois, e para minha surpresa assisti algo que não esperava.
Após os beijinhos de despedida no amado, a danada voltava na maior cara de pau para o "lar oficial", e pasmem... depois de levar uma surra daquelas do velhote, ainda dava uma transadinha com ele. E a paz voltava a reinar.
E claro, na ilha próxima alguém rolava de tanto rir!
Quando terminou o documentário, fui pesquisar sobre a vida de Nelson Rodrigues, mas não encontrei nada sobre alguma provável viagem dele à Africa!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

QUINTANARES


EU QUERO O TEU AMOR ANIMAL

" Mas onde já se viu falar em amor à distância,
Num Tele-Amor?!
Num amor de longe...
Eu sonho é com um amor pertinho...
E depois
Esse calor humano é uma coisa que todos - até os executivos têm...
É algo que acaba se perdendo no ar
No vento
No frio que faz agora...
Escuta!
O que eu quero
O que eu amo
O que desejo em ti
É teu amor animal... "
(Mário Quintana)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O ABRAÇO


Algumas pessoas não dão a devida importância ao abraço.
Ele acalma, aconchega, envolve, envaidece, nutre esperanças, transmite afeto, amor e solidariedade.
Quando um bebê chora, seja por fome ou desconforto, basta a mãe pegá-lo no colo e abraçá-lo. Ele fica calmo na hora.
Com os adultos acontece o mesmo. Nas horas de angústia e aflição, nada como um abraço amigo.
A exemplo dos bebês, quando um adulto está transtornado, seja pela perda de alguém querido, ou mesmo por um distúrbio físico ou mental, ao ser abraçado de maneira envolvente e carinhosa, a calma e o controle retornam aos poucos.
E no amor... Bem, no amor o abraço é fundamental. Tal como o beijo, ele transmite o sentimento de corpo e alma para quem se ama.
Pensando bem, nem sei porque resolvi escrever sobre este assunto... Sinceramente, não sei.
Talvez por estar necessitando urgentemente de um abraço!

terça-feira, 6 de abril de 2010

SOBRE POLÍTICA. . .


Sempre evitei falar em política e sobre as minhas convicções à respeito aqui no blog. Primeiro por ser um tema polêmico e que não tenho muito interesse, e segundo por respeitar opiniões contrárias.
Hoje, um pouco indignado, resolvi sair da toca.
Tenho acompanhado o drama de uma ex-funcionária que trabalhou comigo, e cujo marido diabético está prestes à perder uma perna por absoluta falta de atendimento no SUS. Por falta de recursos financeiros, ela não tem a quem recorrer a não ser a "boa vontade" do sistema tão elogiado por quem o implementou, e à Deus.
Ontem ela me ligou dizendo que a avaliação do caso está marcada para, pasmem, abril de 2011!! Ou seja, talvez ela receba mais rápido o Auxílio-Funeral.
Por casos assim é que não entendo como um Presidente pode obter altos índices de aprovação ao seu governo, enquanto pessoas morrem em corredores de hospitais, somos assaltados à luz do dia, a educação é cada vez pior, e as perspectivas de emprego para as novas gerações são cada vez mais distantes.
Não acho justo que pessoas como eu que pagam seus impostos, tenham que recorrer à planos de saúde, contratar segurança privada, e ainda aplaudir o belo desempenho de
um alcoólatra que instituiu a lei seca; um analfabeto que se orgulha disso e assinou a reforma ortográfica; tem um filho formado em droga nenhuma e é gênio em "finanças"; e teve a cara de pau de pedir a Deus para dar inteligência a Barack Obama, que é formado em Harvard!
O pior de tudo é que essa situação tende a continuar. Dona "Dilma Ducheffe" vem aí!
Espero sinceramente que um dia as novas gerações se livrem de gente como essas que fazem de Brasília, a Casa da Mãe Joana.
Se esse dia chegar, talvez ARRUDA será uma simples plantinha para espantar mau olhado.
GENOINO, será algo verdadeiro.
GENRO, apenas o marido da filha.
SEVERINO, o porteiro do prédio.
GRENNHALGH, voltará a ser um almirante que participou da nossa história.
E, se Deus quiser, DIRCEU, PALLOCCI, DELÚBIO, BERZOINI, GEDIMAR, VALDEBRAN. GUSHIKEN e RENAN, serão simples presidiários.
Ah...! E LULA, apenas um fruto do mar.
Cada vez que leio no meu título de eleitor a frase "Zona Eleitoral", entendo o seu verdadeiro significado.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

AMOR ESPELHO


Gosto muito de uma frase do Mário Quintana em que ele diz que "Amar é quando um mora dentro do outro...!".
Sempre entendi o recado do poeta, mas resolvi fazer uma outra leitura à respeito, e pensei nos casais que "vivem" a vida um do outro, sem respeitar individualidades e o espaço de cada um.
Essa coisa meio louca como sentimentos de posse, acabam gerando inseguranças de ambos os lados, pois afinal toda pessoa é única, e no máximo podemos complementar alguma coisa no outro, dando o nosso amor e afeto.
Isso tudo me fez lembrar dos seres andróginos. A história está em O Banquete de Platão, que data mais ou menos do ano 380 a.C.
Conta-nos o filósofo grego que em tempos remotos, existiam seres chamados andróginos, formados pela união do homem e da mulher. Os andróginos tinham duas caras, uma olhando em cada direção (podiam caminhar para frente e em marcha a ré), e um duplo corpo. Eram fortíssimos, e tinham tal ânsia de poder que tentaram conquistar o Olimpo, a morada dos deuses. Para anular essa tentativa, Zeus cortou em dois os andróginos. Desde então as duas metades procuram-se, sonhando, através da união, recuperar algo da antiga força.
Fortes eles eram, mas será que era fácil a vida deles? Como tinham duas faces, olhando em direções opostas, isso significa que nunca poderiam ver juntos um programa de TV, por exemplo. E na hora de fazer xixi...! Em pé ou sentado? Mesmo juntinhos assim, as divergências tomariam conta da vida de ambos.
Pensando bem, Zeus, talvez até sem querer, acabou fazendo um favor enorme à espécie humana. Tirou a força descomunal dos andróginos, certo, mas será que precisamos de força descomunal, para cumprir as tarefas do dia a dia, cuidar de nossas coisas e da vida, podermos trabalhar, e sim... amar?
Mas o melhor de tudo, é que essa separação acabou gerando uma irresistível atração entre os sexos. Uma atração que podemos chamar de amor ou de paixão, não importa. O certo é que uma nova energia foi gerada, e ela já não é mais usada para a conquista de redutos, divindades e individualidades; serve para aproximar homens e mulheres, que desta maneira descobrem o outro, e igualmente importante, descobrem a si mesmos no outro.
Conclusão: se Zeus aparecendo agora oferecendo-se para fazer um recall da espécie humana e nos devolver ao mundo sob a forma original de andróginos, deveríamos recusar de forma taxativa: "Não Zeus, estamos muito melhor assim, preferimos cada um com sua cara e olhando na direção que melhor lhe convém. Preferimos as nossas individualidades, a afirmação de nossas identidades pessoais. Preferimos procurar um ao outro, mesmo que esta busca tarde uma vida inteira, e que seja acompanhada de enganos, decepções, ou frustrações."
Um dia, quem sabe, poderemos refletir melhor sobre o nosso mundo e tentar melhorá-lo, sem que para isso tenhamos que invadir a vida do outro.
Ou o Olimpo.

domingo, 28 de março de 2010

SEM SURTAR NO TELEFONE


Já falei em posts no meu outro blog, sobre a raiva que sinto ao ser acordado com o telefone tocando.
Por questões pessoais e profissionais, devido ao fuso horário, meu celular fica ligado durante as 24 horas do dia. Isso faz com que um "insone de carteirinha" como eu, durma ainda menos do que deveria.
Durante a madrugada, já recebi encomendas de pizza, trotes de todos os tipos, ligações dizendo que eu havia ganho um carro, e até música dos Beatles de alguém que certamente só queria me agradar.
Outra ocasião em que "Mr. Murphy" não me abandona, é quando estou no banho. É "Bingo!" na certa... o maldito telefone sempre toca!
Às vezes dou o devido desconto pelo fato do meu número ser relativamente fácil de guardar, e ocorrer alguns enganos, mas mesmo assim acho que ninguém merece ser acordado por nada.
Agora, tem uma coisa...! Ser acordado às 03:43hs da manhã, e alguém do outro lado sussurrar que te ama, bom... isso não tem preço!!
Mesmo que nesse caso a insônia venha para ficar definitivamente...

sexta-feira, 26 de março de 2010

REFLEXÕES SOBRE O AMOR



Quem consegue explicar o amor, com certeza nunca amou na vida.

Mesmo com centenas de textos, poemas e músicas enaltecendo esse sentimento, a verdadeira definição ainda não foi descoberta. Por um simples motivo - cada amor é único. É como impressão digital, não existem duas iguais.

Quem poderá definir ou explicar algo que modifica hábitos, provoca sensação de felicidade, faz com que velhos sintam-se jovens, dá vontade de cometer loucuras, solta o riso com facilidade; e ao mesmo tempo pode causar sentimentos feios como ciúmes, controles, paranoias, desconfianças, carências, traições, e inseguranças? Impossível...

Alguns amores, além de inexplicáveis, também são estranhos aos olhos de outras pessoas, pois além de não conseguirem definição, podem ser vividos nas mais diversas formas e conteúdos, tendo apenas dois seres apaixonados que o entenderá. Mais ou menos como a frase do Cazuza "...o nosso amor a gente inventa...".

Um sentimento que pode ser "inventado" e vivido ao sabor do momento ou de acordo com o grau de envolvimento, jamais poderá ter uma explicação definitiva.

Se você conhece alguém que define com exatidão o amor, desconfie. Trata-se de alguém que nunca amou na vida; ou amou e esqueceram de avisá-lo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

VIVENDO (?) A VIDA




Assisti dois capítulos da novela "Viver a Vida" durante a semana, e fiquei imaginando quantas lágrimas rolaram e quantos sentimentos de compaixão brotaram em milhões de telespectadores.
Ver uma jovem linda como a personagem Luciana "aventurar-se" a entrar num ônibus com cadeira de rodas, e ainda enfrentar as dificuldades impostas à quem tem limitações físicas, não é fácil, e isso que ela tem um pai milionário que banca o melhor tratamento possível, com fisioterapeutas, enfermeiros, motorista, carro adaptado, além de um namorado apaixonado.
Imaginem o que sofrem os demais cadeirantes que não têm a mesma condição.
Os dramas relatados ao final de cada capítulo, também tem o intuito de sensibilizar nossos corações para o sofrimento de cada pessoa ali retratada, e com certeza muita gente fica louco para ajudar entidades filantrópicas e amenizar o sofrimento humano.
Pois bem. Após a novela, fiquei lembrando de um fato que tomei conhecimento nesta semana.
Num lar muito humilde em algum lugar desse Brasil, uma cachorrinha a qual vou chamar de "Linda" estava condenada à morte. Sem as duas patas traseiras, ela arrastava-se no quintal, gemendo de dor e sem se alimentar direito à quase um mês. Alguém decidiu que a única solução seria sacrificá-la, pois a outra alternativa seria uma "cadeira de rodas" adaptada, e que facilitaria sua locomoção, porém, numa família onde a sobrevivência era quase nula, a tal cadeira seria um sonho. Sendo assim, a sentença foi dada: Morte à Linda!
Através de meios que prefiro não citar, a pobre família foi contatada por uma pessoa extremamente generosa, e certamente com um coração que se emociona não só com os humanos, mas também com os animais.
A referida pessoa doou a cadeira de rodas de forma anônima, e salvou a pobre cachorrinha do sacrifício que estava marcado para a quarta feira da semana passada. Fiquei sabendo que no dia seguinte, ela já se alimentava e andava de um lado para o outro, ainda se adaptando ao novo meio de locomoção.
Na novela, provavelmente a personagem vai voltar a andar, e todo mundo ficará feliz e emocionado quando essa cena for ao ar.
Confesso que me emociono bem mais ao imaginar a felicidade da "Linda" correndo e brincando mesmo com limitações. Se a "Luciana" teve um pai rico bancando tudo, a "Linda" teve Deus ao seu lado, colocando no seu caminho uma pessoa que a fez Viver a Vida de verdade, e de forma real.
" Humanos e animais sentem as mesmas dores e sofrimentos. A diferença é como essa dor é externada, e como ela é entendida pelas pessoas. "

sábado, 20 de março de 2010

BEM VINDOS AO "SURTO..."!

Para você que me visita pela primeira vez, ou está vindo lá do "Pra Ler no Banheiro". Ou ainda para quem por qualquer motivo esteve afastado, desejo as Boas Vindas à esse meu novo espaço.
Não terei aqui a pretensão de "cometer" textos fantásticos, até por saber das minhas limitações literárias, porém a vontade de retomar o foco do meu "Banheiro", que com o tempo teve seu rumo desviado, pesou na minha decisão ao gerar este novo filhote.
Pretendo dar sequência à um estilo de postar textos, que sempre me deu muita satisfação, ou seja, fatos do cotidiano descritos com uma ótica bem humorada, de forma eclética e sem obedecer padrões pré -estabelecidos.
Minha expectativa é grande. Podem apostar! Vou contar com o apoio e incentivo de todos , e saibam que vocês moram no meu coração.
Um beijo grande!