quinta-feira, 8 de julho de 2010

UM NEGÓCIO CHAMADO FUTEBOL


A disputa, a luta pela posse da bola, a "garra e a determinação" (como dizem alguns boleiros), e a busca pelo gol, são os melhores produtos apresentados aos torcedores deste fenomenal esporte coletivo chamado futebol.
Nesta Copa do Mundo que está chegando ao fim, serão trazidos para os cofres da FIFA, a soma de 3,2 bilhões de dólares, e ainda que passe despercebido pelos bilhões de telespectadores e torcedores nos estádios, há outra disputa interessante.
Nada é gratuito na África do Sul, e a mais nova geração de câmeras de televisão está mostrando como os caríssimos patrocínios das empresas envolvidas podem ser driblados, apesar das rígidas exigências da FIFA. ADIDAS e NIKE, por exemplo, são concorrentes mundiais em material esportivo, mas a NIKE está levando mais vantagem nesse Mundial, mesmo estando fora do patrocínio.
Quem tem este privilégio é a ADIDAS (Alemanha) que está com a FIFA nas Copas desde 1954 e cujo contrato vai até 2014. É da empresa alemã a mais nova chuteira deste Mundial - a F 50 Adizero e também a bola oficial, a Jabulani. E aí começa a guerra comercial e publicitária entre as duas, e deu para notar que alguns atletas se encarregaram de "desmoralizar" a Jabulani.
O goleiro Julio Cezar e o atacante Luiz Fabiano, patrocinados pela NIKE, criticaram a bola, mas Kaká e Lúcio, com contratos com a ADIDAS, são só elogios...
Outra coincidência(?) são as imagens em câmera lentíssima, onde a NIKE tem o melhor merchandising da Copa. A maioria dos atletas usa chuteiras NIKE e é a logomarca da empresa que mais aparece quando a TV mostra os lances em detalhes dos pés dos craques disputando a Jabulani (sem a logomarca da ADIDAS).
A NIKE também tem faturado muito nas camisetas das seleções, principalmente a brasileira, mesmo sem patrocínio oficial.
A FIFA que controla tudo, até as bebidas vendidas nos estádios, deve ficar furiosa, pois não conseguiu impedir os ataques subliminares da NIKE.
Em 2014, a FIFA praticamente assumirá muitos governos municipais no Brasil. Ela dará ordens e promoverá o arquivamento de leis. Em Porto Alegre, por exemplo, atualmente é proibida a venda de cerveja no interior dos estádios. Na Copa de 2014, a cerveja BUDWEISER, e sómente ela, estará liberada no Estádio Beira-Rio.
Na semana passada, a FIFA pediu ao governo brasileiro para afrouxar e apressar a concessão de vistos de entrada de seus funcionários. Será criado o "visto da Copa", uma permissão a ser emitida por nossos consulados e embaixadas. O visto normal tem um prazo de 60 dias. O especial da Copa será tão rápido como uma "pedalada" do Robinho.
Duvido que exista melhor negócio que investir no futebol.
Bem que meu pai dizia: "Estuda ou aprende a jogar bola, moleque!" .
Optei pela primeira escolha. Bem feito, pra mim...!

4 comentários:

Andréia disse...

Boa Tarde meu amigo!!

Há Tantas "jogadas" neste nosso mundo de meu Deus que dá até medo viu aff ngm merece.

Abraço

Priscila Lima disse...

é amigo, antes era jogo agora um comercio...
mas mesmo assim quer ensinar meus filhos a jogar o futebol e não deixar perder o espirito esportivo!
Abraço das conchas...
Priscila LIma

*Mi§§ §impatia* disse...

Pois é amigo, o futebol virou um mercado lucrativo e perdeu aquele brilho especial que tinha antigamente.... a mágica do jogo, a doação de corpo e alma dos jogadores....e o que restou tá bem explícito aí nessa copa, que pra mim foi um fracasso total em vários sentidos.
Beijos.

Ah não consegui te add, estranho......tenta vc ok? cantinhodamiss@hotmail.com

Anitas disse...

O futebol, assim como a Fórmula 1, há tempos que são sinônimos de acordos comerciais, muita grana, roubalheira etc.
É enojante ver como o povo vibra por ser a próxima sede da copa do mundo e das olimpiadas.
minha vontade era de sumir e só voltar um mes depois.