segunda-feira, 21 de março de 2011

UM ANO SURTANDO...!


Já fui bem mais eficiente em guardar datas. Teve época em que eu guardava na memória, dia, mês e ano de jogos em que o meu Internacional enfrentou adversários na minha infância. Lembrava com facilidade de aniversários e situações que marcaram minha vida. Placas dos carros que tive então, era barbada!
Outra coisa que não esquecia jamais, era números de telefones.
Hoje, propositalmente, lembro apenas o que me interessa, tais como aniversários de pessoas queridas, e compromissos evidentemente.
Se alguém comentar que o "alemão Alzheimer" tem me visitado, vai se ver comigo...rss!
Tudo bem que a tecnologia tem me facilitado a vida, apesar que se eu perder minhas agendas, estarei perdido.
Fazer aniversário no mesmo dia da minha cara-metade, também ajuda, pois jamais ouvirei: "Amorrrr! Sabe que dia é hoje??"...
Pois bem, revendo alguns textos antigos aqui no blog me dei conta que estou surtando há um aninho, e também que minha cura está cada vez mais distante!
Sendo assim, e antes que eu me esqueça porque estou escrevendo isso, quero agradecer de coração à todos os amigos que tiveram a paciência de ler minhas mal traçadas linhas, e principalmente pelos comentários sinceros que fizeram.
Agradeço também aos "anônimos" que me criticaram; aos que leram meus posts e mesmo sem comentarem enviaram emails; aos que lêem escondidos e comentam nos blogs dos outros; ao meu pai...minha mãe...meus filhos...ao governo brasileiro...ao Barack Obama...Khadafi...John Lennon... Putz, surtei de novo!!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ME ASSUSTO COM AMORES ANIMAIS


Um velho ditado diz que "Só não muda de opinião quem já morreu". Como continuo vivinho da Silva, mudei!
Mesmo mudando de opinião com alguma frequência, e adorando quebrar paradigmas, ainda me assusto com as atitudes de certas pessoas. Exemplos?
Eu me assusto quando ouço alguém dizer que quanto mais conhece os homens, mais prefere os animais. Fico imaginando com que tipo de seres humanos essas pessoas convivem.
Eu me assusto quando alguém me diz que o afeto mais sincero nos é dado pelos animais. Mais uma vez fico pensando nos amigos, amores e parentes de quem diz isso.
Eu me assusto quando vejo crianças pedindo esmola e cachorros com hora marcada para fazer as unhas e pelos.
Eu me assusto quando sei que pessoas gastam mais de mil reais por mês com seus pets enquanto milhões de brasileiros não ganham isso para sustentar a família.
Eu me assusto quando vejo alguém beijar cachorro na boca, carregá-lo em carrinho de criança ou chamá-lo de meu filhinho.
Eu me assusto quando pessoas falsas e de caráter duvidoso, pregam moral em defesa dos animais.
Eu me assusto quando alguém prega a pena de morte à um assassino, mas defende um Pitt Bull que estraçalha uma criança.
Eu me assusto com quem confunde criticar exageros dos humanos com não gostar de animais.
Eu me assusto quando ouço especialistas explicarem que não há perigo com certos cães desde que sejam bem adestrados e conduzidos com guia curta, focinheira, enforcador, e por quem tenha força suficiente para detê-los... Uau!!!
Eu me assusto com quem diz que só confia no seu cão ou no seu gato.
Eu me assusto com quem afirma só conversar com seu bichinho de estimação.
Eu me assusto ao pensar que isso pode ser o sintoma de uma sociedade cada vez mais egoísta e umbilical, na qual se prefere destinar os melhores afetos e recursos para animais do que para crianças desconhecidas e necessitadas.
Eu me assusto com quem diz "eu amo o meu cachorro" em lugar de "eu gosto muito do meu cachorro".
Eu me assusto inventando ironias para tentar entender essa obsessão, tais como "cães e gatos não fumam crack nem viram assaltantes".
Eu me assusto tendo a certeza que essa paixão desmedida por bichos, é sintoma de solidão ou de pessoas mal amadas.
Eu me assusto pensando que certas pessoas amam seus bichos porque podem adestrá-los e submete-los às suas vontades e neuroses.
Como o personagem de um filme visto recentemente, eu me assusto quando um cavalo é chamado de genial. E um Pitt Bull de meu amor...!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

PROIBIÇÕES IRANIANAS


Sempre detestei proibições. Principalmente as absurdas.
Sempre detestei também o senhor Ahmadinejad, bem como seus amiguinhos Chávez, Morales, Fidel, Lula, Dilma, e por aí vai!
Recentemente comecei a rever alguns conceitos. Estou começando a simpatizar com o Irã, e consequentemente com Ahmadinejad e seus "aiatolados". O pessoal por lá resolveu proibir unha comprida. Fez muito bem. Eu abomino unha comprida, especialmente aquela do dedo minguinho.
Proibiram também o uso de piercing. Excelente medida...! Imagina você beijar alguém com aquela bolinha de metal na língua, e de repente engolir a dita cuja.
Homem de cabelo tingido também não pode. É insuportável ver tanto marmanjo afrodescendente de cabelo louro, ou então aquele estilo moicano espetado, na cor azul.
Sobrou até para as tatuagens. É impressionante o que tem de gente exibindo tatuagens bregas por aí. Alguns transformam o braço em tela de serigrafia, e acham que estão agradando. Até o nome de Deus é escrito em algumas partes do corpo, sem contar os que gravam na pele as iniciais do amado(a). Nesse último caso, tem um problema; em caso de separação só existem duas alternativas: ou a criatura lixa a pele tirando as iniciais, ou o próximo(a) vai transar admirando as letras que compõem o nome do antecessor. Mas... gosto é gosto!
O Irã resolveu também proibir os livros do Paulo Coelho. Compreendo que depois de 6 milhões de exemplares vendidos, fosse necessário tomar alguma medida para evitar que a poluição continuasse a se espalhar. Entendo que o presidente iraniano lamente não ter sido avisado por seu amiguinho Lula da ruindade das obras. Admito que para um iraniano culto deve ser insuportável ver histórias exuberantes da antiga Pérsia transformadas em mensagens de autoajuda barata.
Acho que o Irã quer evitar uma metástase, tratando a proliferação de livros de Paulo Coelho como questão de segurança nacional, internacional, global, como um vírus sem fronteiras. Acho também, que de nada adianta proibir Paulo Coelho como medida profilática se não proibir também Dan Brown e, especialmente, Harry Potter, o grande formador de leitores de Paulo Coelho, Dan Brown, e toda essa parafernália sobre vampiros, lobisomens e Ronaldinho Gaúcho. Proibir Clarice Lispector, também seria uma boa...!
Enfim, dito tudo isso, tenho certeza que essa proibição só beneficiará o falso mago, que já está se vendo como um Salman Rushdie retardatário. A decisão dos "aiatolados" produzirá certamente um efeito perverso, nefasto, e incontrolável: a disseminação radical das obras de Paulo Coelho como objetos proibidos, o que sempre aguça o desejo e dá legitimidade ao censurado. O "mago" está rindo sózinho. É o melhor marketing do mundo. E gratuito!
Tomara que o Irã tome outras medidas importantes. Por exemplo, proibir, sob pena de prisão imediata, sem direito à fiança, homens com rabo de cavalo, música sertaneja, e mulher com esmalte azul nas unhas dos pés.
Talvez isso escape à alçada iraniana, mas não custa sonhar!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

EU E DR. FREUD !


Tentei fazer análise durante um tempo, mas parei quando percebi que minhas chances de cura eram nulas. Freud teria desanimado comigo e mudado de profissão.
Mesmo assim, foi um tempo proveitoso. Usei parte do aprendizado na composição de algumas teorias que desenvolvi à respeito do mais rentável e cômico ramo da medicina. Quando falo "cômico", é porque ao conversar com o terapeuta, frente a frente, ele de pernas cruzadas e segurando o queixo, fazia com que me sentisse o Louro José sem áudio, ou então vendo filmes de Woody Allen. Volta e meia ainda confundo Woody e Louro. O papagaio é menos genial, é verdade, já Mr. Allen é muito repetitivo.
Meu ceticismo com a psiquiatria, vem de tempos. Convivi durante bom tempo com um familiar portador de "disturbios emocionais", cujo tratamento durou (e ainda dura) anos. Houve progresso. A pessoa está pior!
Escrevi certa vez que "a psiquiatria é aquela especialidade da medicina em que a cura é sempre subjetiva, e que a alta do paciente fatalmente ocorrerá quando o dinheiro acabar". Fui duramente criticado por algumas pessoas que discordaram, mas mesmo assim minha convicção é cada vez maior.
Certa vez, resolvi testar minha teoria. O familiar em questão, já estava há 6 anos "num relacionamento sério" com o terapeuta. Duas consultas semanais, algumas internações, e o complexo de Napoleão ou de Jesus Cristo não desaparecia. Disse então ao Freud tupiniquim que meu dinheiro acabara; que estava falido, e sem condições de arcar com aquele salário mensal que ele recebia. Como resposta ouvi que em alguns casos uma interrupção no tratamento (via consultório), seria benéfico para o paciente, e que sempre que fosse necessário poderíamos ligar a qualquer hora...! Previsível...!
Tudo isso me fez concluir também que no meu caso, a melhor terapia é ter um amor correspondido, dinheiro no bolso, saúde e paz. E isso, só quem pode conseguir sou eu mesmo.
Freud, explica...??

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO MA(CO)RINHEIRO POPEYE


Quem acompanhou meu antigo blog (Pra Ler no Banheiro!), sabe que sempre usei a figura do Popeye no perfil durante um bom tempo.
Há poucos dias atrás, seguindo a onda de colocar personagens que marcaram nossa infância no Facebook, voltei a me encontrar com o velho marinheiro. É óbvio que quando criança, não sabia como ele foi idealizado por seu criador, e via-o apenas como um "super herói" meio atrapalhado, que no final sempre se dava bem, ora conquistando sua Olivia Palito, ora fazendo com que seu inimigo Brutus morresse de inveja. Como desenho animado também é cultura, compartilho com vocês a verdadeira faceta do meu herói.
O criador de Popeye chamava-se Elzie Segar, um cara muito doidão que apesar de inteligentíssimo, vivia chapado dia e noite. Em 1929, ano do nascimento do "saylor man", ainda não existia nos Estados Unidos a maconha, então Mr. Segar "viajava" usando ópio, heroína, morfina, e outras drogas.
Um belo dia, sentado num bar da zona portuária, Elzie Segar encontrou-se com um amigo marinheiro que recém havia chegado da Europa trazendo alguns potes da mais pura "canabis". O cara fumava cachimbo e tinha um olho vazado. Querendo homenagear o amigo que o presenteou com a novidade, o doidão do Segar inventou uma histórinha em quadrinhos onde outro maluco como ele, fumava latas e mais latas de maconha no cachimbo e ficava com uma força e disposição descomunal.
O nome "Popeye", vem de Pop (estourado) e Eye (olho).
As primeiras histórias eram políticamente incorretas. Uma delas chamava-se "Blow Me Down", onde o marinheiro chapado bebia e brigava com todo mundo. Logo após surgiu "Wild Elephinks". Nessa Popeye completamente enlouquecido matava animais na floresta sem dó nem piedade.
Com o tempo, e para amenizar a coisa, já que algumas crianças começaram a se interessar pelo personagem, a maconha foi substituida por espinafre em lata, ainda que a força surgisse sempre que ele espremia o conteúdo que caia diretamente no cachimbo, e em questão de segundos ele virava cambalhotas de alegria e batia no Brutus com vontade.
Dizem que naquela época, espinafre virou sinônimo de maconha entre os adeptos da novidade, e até a "larica" do Popeye era saciada quando ele comia as tortas feitas pela Olivia!
Outra curiosidade daquele tempo é que as crianças passaram a comer espinafre como nunca, pois queriam ser fortes também, e durante um bom tempo esgotaram-se os estoques de latas nos pontos de venda. Para nós, brasileiros, era estranho comer espinafre em lata, coisa comum por lá, ainda assim a molecada daqui também passou a gostar da novidade.
Até algumas frases ditas por Popeye têm quem jure que eram feitas após algumas "cachimbadas", tais como: "Sou o que sou, e isso é tudo o que sou", ou então "Pelas barbas do camarão!". Filosofia, pura...!
Aos 81 anos, o velho marinheiro ainda continua na ativa, fazendo com que Olivia derreta-se de tanto amor por ele. O que ninguém até hoje descobriu, é se essa vitalidade toda é causada pelo espinafre, ou pelo conteúdo da lata que um dia o amigo caolho trouxe do velho continente.
De qualquer forma, e sem preconceito algum, Popeye é e continuará sendo meu ídolo, independente do conteúdo da lata...!
Longa vida à você, Macorinheiro Popeye...!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

TEMPOS TREPIDANTES


Ufaa!! Os tempos andam quentes. Paul McCartney esteve em Porto Alegre. Pena que cancelaram a participação de Kleiton e Kledir. Ia adorar saber que o velho "MACCA" encerraria o show da dupla gaúcha...! Brincadeiras à parte, mas como diz um colega, Paul faz e sempre fará sucesso por ter sido um Beatle.
Sempre preferi as composições e solos de guitarra do George além das atitudes radicais do Lennon, mas como para assisti-los atualmente sómente numa sessão espírita, o jeito foi curtir Sir Paul, já que é o que temos para o momento...!
Os tempos trepidantes oscilam entre mega-shows e a política. Luiz Inácio prepara o pijama (será?) e Dilma o tailleur. No Rio Grande do Sul teremos quatro anos com o Tarso GENRO fazendo do governo a casa da sogra. E a CPMF? Quem diria...! Nem assumiram ainda...! Existem coisas que nunca sei se é sacanagem ou piada.
Li numa revista que o tamanho dos dedos pode ser indicador de produtividade sexual. Ou seja: Dedo grande, tesão enorme! Eu, como diria o outro, o grego, aquele que bebeu cicuta, só sei que nada sei! Em todo o caso, estou satisfeito com o tamanho dos meus dedos.
A vida em tempos midiáticos é assim: um dia tem bizarrice, no outro também. Lady Gaga cometeu gafe diplomática. Eu sempre achei Lady Gaga uma gafe. Jamais diplomática. O Brasil está avançando para trás. Jovens de classe média paulista já combateram a minissaia, as gordas, já humilharam uma universitária, e agora os nordestinos. No Rio Grande do Sul, o esquema é mais tradicional: alguns neonazistas investiram contra negros, as cotas nas universidades e o senador Paulo Paim. A coisa vai de vento em proa...!
Numa reunião de trabalho me perguntaram sobre a influência da Revolução de 1930 (aquela em que alguns gaúchos amarraram os cavalos no obelisco no Rio). Respondi que ela é permanente, e os sinais estão em toda a parte; além do filé à Oswaldo Aranha tem também a fixação da CBF em treinadores de futebol gaúchos, ainda que os problemas continuem.
Já o ENEM, é uma trapalhada atrás da outra. Como observou meu filho, houve "apenas leves equívocos como gabarito invertido, erro de impressão, folha repetida e questão duplicada", sem contar que um repórter "vazou" o tema da redação. Parece que o Ministério da Educação diante de todo esse rolo emitiu nota dizendo: "Enem, estamos aí!". Trocadilho infame e barato. Caro mesmo foi o show do velho Paul!
Eu já sabia que Paul McCartney é vegetariano, mesmo assim esperava encontrá-lo, domingo ao meio-dia numa churrascaria por aqui. Até notei uma mesa reservada, e pensei que era para ele. Ser milionário, famoso e só comer bife de soja, não havia passado pela minha cabeça, depois lembrei de Michel Houellebecq que certa vez filosofou dizendo que um dia a humanidade só comerá bife de soja e ouvirá Beatles. Acho que sempre estive à frente do meu tempo, pois adoro bife de soja e sou fã dos Beatles desde sempre. Graças à eles, e por saber traduzir algumas letras para o português, consegui na juventude namorar uma colega que era o sonho de consumo de toda a faculdade.
Bons tempos! Não tão trepidantes como hoje em dia, mas tudo era um barato.
Caro mesmo foi o show do velho Paul...!

domingo, 31 de outubro de 2010

SER MODERNO...


Por que todo centro comercial precisa se chamar shopping? Por que cachorro agora é Pet? Por que vaca está virando Cow? Por que todo shopping precisa ter nome estrangeiro? Até nome espanhol serve, menos português.
Quero dar algumas dicas: Sempre que, num restaurante, a descrição do prato associar, por exemplo, um produto banal a um adjetivo pouco usado, esqueça. É fria: filé tenro com alface crocante e tomates aveludados. Se houver uma inversão, tenro filé, é pior ainda. Corra. Se a descrição detalhar cada ingrediente, nem sente à mesa: folha de alface, rodela de tomate, fatia de pão francês, etc. A enumeração será longa e muito chata, e o prato minúsculo.
Para quem fica indeciso na hora de escolher, aqui vai uma pista definitiva: o tamanho e o formato do prato. Sempre que o prato (o objeto) individual for o dobro de um normalmente usado em casa e tiver formato de disco voador, quadrado, ovalado, triangular, em losango, desista. A comida é ruim! Um bom restaurante usa pratos redondos e fim de papo.
Pratos quadrados indicam mentalidade marqueteira e falta de substância.
Sei que a escolha do vinho é outro problema. Alguns escolhem pelo preço ou pelo nome. Não deixa de ser um bom critério, mas pode enganar. O tinto chileno Casa Silva, apesar desse sobrenome considerado comum e lembrar um certo Presidente, é quase sempre de excelente qualidade. Eu garanto! Na maior parte das vezes, porém, um bom sinal para evitar um vinho está na sua descrição. Se falar em cor de rubi, é conversa fiada.
Outra coisa que alguns "modernos" adoram, são ambientes com materiais frios e ar-condicionado. Viram como tudo se interliga? Colocam o ar a mil mesmo que no lado de fora esteja nos 18 graus.
Ser moderno é passar frio sem perder a pose. Revela atitude, pegada e, segundo alguns especialistas, potência sexual...! Confesso que tenho minhas dúvidas, pois a modernidade às vezes me escapa.
Um amigo dono de bar me explicou que ambientes modernos evitam cadeiras e bancos. Bacana e jovem mesmo é passar a noite em pé, onde seja impossível sentar-se. Cadeira é coisa de velho. Vimos isso no último debate dos candidatos à Presidência da República. Ambos ficavam caminhando de um lado para o outro parecendo estar com vontade de fazer xixi... E sempre em pé, all the time...!
Essa moda do ar-condicionado a mil chegou nos táxis e em alguns ônibus. Com o uso daquelas películas para escurecer vidros, temos a sensação de andar de ônibus na Suécia. Ouvi dizer que um vândalo em crise de abstinência, arrancou uma daquelas películas com as unhas!
Num restaurante, outra noite de um junho gelado, num espaço marmóreo e envidraçado, as atendentes usavam casacos grossos sobre o avental. O ar-condicionado soltava baforadas de vento frio. Os clientes mais jovens exibiam seus braços tatuados e só faltavam suar. Os velhinhos como eu tremiam de frio. Escolhi o prato e o vinho. O prato (objeto) lembrava um trapézio. Pulei a sobremesa para evitar uma pneumonia...
Quem mandou sair à noite no inverno gaúcho para jantar. E ainda por cima, em local "moderno"...!